{"id":287,"date":"2014-08-26T13:26:02","date_gmt":"2014-08-26T16:26:02","guid":{"rendered":"http:\/\/sdmediar.com.br\/site\/?p=287"},"modified":"2014-09-09T16:08:58","modified_gmt":"2014-09-09T19:08:58","slug":"alienacao-parental-voce-pode-perder-a-guarda-do-seu-filho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sdmediar.com.br\/site\/alienacao-parental-voce-pode-perder-a-guarda-do-seu-filho\/","title":{"rendered":"Aliena\u00e7\u00e3o parental: voc\u00ea pode perder a guarda do seu filho!"},"content":{"rendered":"<p><strong><i>Recentemente, fui questionada pela m\u00e3e de uma beb\u00ea rec\u00e9m-nascida se era poss\u00edvel que ela impedisse o pai, um ex-namorado, de ter contato com a menina. Respondi o seguinte:<\/i><\/strong><\/p>\n<p>O seu ex-namorado possui tantos direitos sobre a crian\u00e7a quanto voc\u00ea, pois \u00e9 pai dela tanto quanto voc\u00ea \u00e9 m\u00e3e. Voc\u00ea tem a <strong>guarda<\/strong> da sua filha, mas os dois, pai e m\u00e3e, possuem o<strong> poder familiar<\/strong> (antigamente era chamado de \u201cp\u00e1trio poder\u201d, mas o<a class=\"cite\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">C\u00f3digo Civil<\/a> atual, menos machista, modificou a nomenclatura).<\/p>\n<p>A <strong>guarda<\/strong> \u00e9 o direito que os pais (ou outras pessoas, dependendo do caso) t\u00eam de manter consigo a crian\u00e7a.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/uploads.jusbr.com\/publications\/artigos\/images\/1409227014.jpg\" alt=\"Alienao parental voc pode perder a guarda do seu filho\" width=\"\" height=\"\" data-zoom=\"1\" \/><\/p>\n<p>O <strong>poder familiar<\/strong> \u00e9 o conjunto de direitos e deveres atribu\u00eddos aos pais para cuidarem da pessoa e dos bens dos filhos menores, incluindo o dever de assist\u00eancia, amparo, sustento e dire\u00e7\u00e3o no processo de forma\u00e7\u00e3o da personalidade dos filhos.<\/p>\n<p>O <a class=\"cite\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">C\u00f3digo Civil<\/a> diz que: \u201cA separa\u00e7\u00e3o judicial, o div\u00f3rcio e a dissolu\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel <strong>n\u00e3o alteram as rela\u00e7\u00f5es entre pais e filhos sen\u00e3o quanto ao direito, que aos primeiros cabe, de terem em sua companhia os segundos<\/strong>\u201d (art. 1.632).<\/p>\n<p>A <strong>perda<\/strong> ou a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> do poder familiar \u00e9 a san\u00e7\u00e3o mais grave imposta aos pais que faltarem com os deveres em rela\u00e7\u00e3o aos filhos. O <a class=\"cite\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">C\u00f3digo Civil<\/a> indica em seus artigos <a class=\"cite notIndex\" title=\"Artigo 1637 da Lei n\u00ba 10.406 de 10 de Janeiro de 2002\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10620111\/artigo-1637-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002\" rel=\"10620111\">1.637<\/a> e <a class=\"cite notIndex\" title=\"Artigo 1638 da Lei n\u00ba 10.406 de 10 de Janeiro de 2002\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10620032\/artigo-1638-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002\" rel=\"10620032\">1.638<\/a> as hip\u00f3teses em que perder\u00e1 o poder familiar o pai ou a m\u00e3e, ou ambos, se comprovados a falta, omiss\u00e3o ou abuso em rela\u00e7\u00e3o aos filhos. Dessa forma, o pai (ou a m\u00e3e) pode vir a perder o poder familiar caso coloque em risco o menor (por exemplo, em casos de viol\u00eancia ou amea\u00e7as f\u00edsicas e verbais contra o filho). Mas, para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um processo judicial, no qual o juiz sempre vai levar em conta o melhor interesse da crian\u00e7a.<\/p>\n<h3><strong>Aliena\u00e7\u00e3o Parental &#8211; conceito<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 importante que voc\u00ea tome cuidado para n\u00e3o praticar atos de<strong> aliena\u00e7\u00e3o parental<\/strong>. Aliena\u00e7\u00e3o parental ocorre quando um dos pais (ou quem quer que tenha a guarda da crian\u00e7a, como av\u00f3s, por exemplo) tenta \u201cprogramar\u201d a crian\u00e7a para odiar o outro genitor. Um dos pais usa a crian\u00e7a para agredir, de forma indireta, o outro ou tenta controlar os sentimentos da crian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao outro genitor, atrav\u00e9s de chantagem emocional.<\/p>\n<p>A lei n\u00ba <a class=\"cite\" title=\"Lei n\u00ba 12.318, de 26 de agosto de 2010.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/1024943\/lei-12318-10\" rel=\"26265905\">12.318<\/a> de 2010 traz v\u00e1rios exemplos do que pode ser considerado aliena\u00e7\u00e3o parental:<\/p>\n<ul>\n<li><i>realizar campanha de desqualifica\u00e7\u00e3o da conduta do genitor no exerc\u00edcio da paternidade ou maternidade;<\/i><\/li>\n<li><i>dificultar o exerc\u00edcio da autoridade parental;<\/i><\/li>\n<li><i>dificultar contato de crian\u00e7a ou adolescente com genitor;<\/i><\/li>\n<li><i>dificultar o exerc\u00edcio do direito regulamentado de conviv\u00eancia familiar;<\/i><\/li>\n<li><i>omitir deliberadamente a genitor informa\u00e7\u00f5es pessoais relevantes sobre a crian\u00e7a ou adolescente, inclusive escolares, m\u00e9dicas e altera\u00e7\u00f5es de endere\u00e7o;<\/i><\/li>\n<li><i>apresentar falsa den\u00fancia contra genitor, contra familiares deste ou contra av\u00f3s, para obstar ou dificultar a conviv\u00eancia deles com a crian\u00e7a ou adolescente;<\/i><\/li>\n<li><i>mudar o domic\u00edlio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a conviv\u00eancia da crian\u00e7a ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com av\u00f3s.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m dos exemplos acima, o juiz pode declarar outros atos como sendo aliena\u00e7\u00e3o parental, se entender que \u00e9 o caso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/uploads.jusbr.com\/publications\/artigos\/images\/1409227030.png\" alt=\"Alienao parental voc pode perder a guarda do seu filho\" width=\"\" height=\"\" data-zoom=\"1\" \/><\/p>\n<p>O genitor que pratica o ato de aliena\u00e7\u00e3o parental pode ser <strong>punido<\/strong> de diversas formas, como por exemplo: advert\u00eancia; amplia\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia familiar em favor do outro genitor; multa em favor do outro genitor; invers\u00e3o da guarda; suspens\u00e3o o poder familiar.<\/p>\n<p>Ou seja, quem pratica atos de aliena\u00e7\u00e3o parental pode <strong>at\u00e9 mesmo perder a guarda da crian\u00e7a e o poder familiar<\/strong>.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Dione Zavaroni da Universidade de Bras\u00edlia diz que<strong> atitudes de aliena\u00e7\u00e3o parental podem causar traumas para os filhos<\/strong>.<i> \u201cOs impactos neles s\u00e3o sempre negativos e s\u00e3o os mais variados poss\u00edveis. A crian\u00e7a ou adolescente pode desenvolver sintomas desde uma agressividade, transtornos relacionado ao p\u00e2nico, fobias, at\u00e9 mesmo depress\u00e3o. Ent\u00e3o s\u00e3o os mais variados poss\u00edveis e <strong>s\u00e3o sempre muito prejudiciais ao desenvolvimento emocional da crian\u00e7a<\/strong>\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>O CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a) lan\u00e7ou em 2.013 uma campanha para alertar sobre os perigos que aliena\u00e7\u00e3o parental traz para a crian\u00e7a. Para o CNJ, a pr\u00e1tica ou o ato de aliena\u00e7\u00e3o parental constitui abuso moral contra a crian\u00e7a ou adolescente, e<strong>fere o direito fundamental a uma conviv\u00eancia familiar saud\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n<p>Lembre-se: a crian\u00e7a \u00e9 sempre a maior v\u00edtima da aliena\u00e7\u00e3o parental.<\/p>\n<hr \/>\n<p>fonte:\u00a0http:\/\/alestrazzi.jusbrasil.com.br\/artigos\/136147516\/alienacao-parental-voce-pode-perder-a-guarda-do-seu-filho?utm_campaign=newsletter-daily_20140828_34&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=newsletter<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, fui questionada pela m\u00e3e de uma beb\u00ea rec\u00e9m-nascida se era poss\u00edvel que ela impedisse o pai, um ex-namorado, de ter contato com a menina. Respondi o seguinte: O seu ex-namorado possui tantos direitos sobre a crian\u00e7a quanto voc\u00ea, pois \u00e9 pai dela tanto quanto voc\u00ea \u00e9 m\u00e3e. 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