{"id":770,"date":"2015-01-21T00:03:19","date_gmt":"2015-01-21T02:03:19","guid":{"rendered":"http:\/\/sdmediar.com.br\/site\/?p=770"},"modified":"2015-01-28T00:05:26","modified_gmt":"2015-01-28T02:05:26","slug":"negociacao-coletiva-nao-pode-ser-feita-de-forma-unilateral-decide-trt-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sdmediar.com.br\/site\/negociacao-coletiva-nao-pode-ser-feita-de-forma-unilateral-decide-trt-3\/","title":{"rendered":"Negocia\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o pode ser feita de forma unilateral, decide TRT-3"},"content":{"rendered":"<p>O direito ao equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas deve ser estendido a situa\u00e7\u00f5es de demiss\u00e3o que podem afetar centenas de empregados. Desta forma, a Justi\u00e7a pode interferir em disputa entre uma empresa que tenha demitido sumariamente seus funcion\u00e1rios \u00e0s portas da fal\u00eancia, para que pudesse ser resguardado o \u201cequil\u00edbrio negocial\u201d.<\/p>\n<p>Foi com esse argumento que uma liminar de novembro de 2014, proferida pela ju\u00edza da Vara do Trabalho de Ouro Preto (MG), Gra\u00e7a Borges de Freitas, sustou o processo demission\u00e1rio at\u00e9 que houvesse um acordo entre uma\u00a0empresa \u2014 \u00e0 \u00e9poca prestes a encerrar suas atividades na cidade \u2014 e seus antigos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O teor da liminar determinava a suspens\u00e3o das demiss\u00f5es, a reintegra\u00e7\u00e3o de todos os demitidos desde o dia 17 de outubro \u00faltimo e a anexa\u00e7\u00e3o ao processo de listagem com todos os trabalhadores desligados da empresa desde abril de 2014, junto com os respectivos termos de rescis\u00e3o contratual. As medidas tinham validade at\u00e9 o final das negocia\u00e7\u00f5es entre as partes.<\/p>\n<p>A ju\u00edza fundamentou o voto a partir da\u00a0fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e da\u00a0necessidade da prote\u00e7\u00e3o judicial dos trabalhadores e da comunidade contra os impactos sociais e econ\u00f4micos decorrentes do fechamento da ind\u00fastria. Segundo ela, a dispensa coletiva\u00a0n\u00e3o podia &#8220;ser tratada de modo unilateral, sendo essencial a negocia\u00e7\u00e3o coletiva para regular seus termos e efeitos&#8221;, negocia\u00e7\u00e3o esta que j\u00e1 estava em curso, mas sem contar com preserva\u00e7\u00e3o dos empregos, o que poderia frustrar as tratativas.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, a ju\u00edza\u00a0concluiu ter sido necess\u00e1rio &#8220;garantir a prote\u00e7\u00e3o aos empregos at\u00e9 o t\u00e9rmino das tratativas, inclusive para preservar o equil\u00edbrio negocial.&#8221;<\/p>\n<p>O acordo foi mantido tamb\u00e9m na Sess\u00e3o de Diss\u00eddios Individuais do Tribunal do Trabalho mineiro na decis\u00e3o monocr\u00e1tica do desembargador S\u00e9rcio da Silva Pe\u00e7anha, que negou o Mandado de Seguran\u00e7a impetrado pela empresa. A senten\u00e7a manda, ainda, que sejam pagos R$ 975 mil &#8220;a t\u00edtulo de manuten\u00e7\u00e3o do\u00a0Sindicato&#8221; \u2014 Sindicato dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias Metal\u00fargicas, Mec\u00e2nicas e de Materiais El\u00e9tricos de S\u00e3o Juli\u00e3o, litisconsorte ativo na briga.<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es do acordo<\/strong><br \/>\nNessas novas condi\u00e7\u00f5es, foi poss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de um acordo em que a empresa passa a poder rescindir os contratos de trabalho, mas garante, em contrapartida, o pagamento de uma indeniza\u00e7\u00e3o. O c\u00e1lculo \u00e9 feito do n\u00famero de anos trabalhados na empresa, at\u00e9 um m\u00e1ximo de 25.<\/p>\n<p>Para funcion\u00e1rios que recebiam valor igual ou inferior a R$ 2,5 mil, o n\u00famero de anos \u00e9 multiplicado pelo dobro do sal\u00e1rio; por uma vez e meia no caso daqueles que recebiam entre R$ 2.501 e R$ 5 mil; por uma vez o sal\u00e1rio, para os com rendimento entre R$ 5.001 e R$ 7 mil; e pela metade do sal\u00e1rio para quem recebia acima R$ 7 mil.<\/p>\n<p>O valor m\u00ednimo a ser pago pela indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 inferior ao triplo do sal\u00e1rio do empregado, mesmo que o c\u00e1lculo n\u00e3o atinja esse valor. Al\u00e9m disso, aqueles que estiverem trabalhando na empresa h\u00e1 menos de nove anos cujo \u00faltimo sal\u00e1rio seja inferior a R$ 2,5 mil, receber\u00e3o, em adendo, outros R$ 5 mil. No caso dos trabalhadores contratados por hora, ser\u00e1 considerado como sal\u00e1rio mensal o valor da hora multiplicado por 240.<\/p>\n<p>O acordo \u00e9 v\u00e1lido para todos os demitidos da unidade de Ouro Preto desde 16 de outubro de 2014 e \u00e9 extensivo aos trabalhadores que tenham tido acesso a benef\u00edcio previdenci\u00e1rio at\u00e9 cinco anos antes da promulga\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n<p>Deixam de fazer parte do acordo empregados de usinas de energia el\u00e9trica da empresa que sejam aproveitados por quem venha a adquirir essas instala\u00e7\u00f5es, aposentados por invalidez, estagi\u00e1rios, menores aprendizes, contratados por tempo determinado e empregados terceirizados. Ao todo, 360 nomes constam na lista de trabalhadores que fazem parte do acordo.<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m garante a manuten\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade que o trabalhador j\u00e1 tinha por mais um ano, per\u00edodo que eventualmente pode ser prorrogado em decorr\u00eancia de laudo m\u00e9dico. O direito cessa caso o trabalhador seja admitido em outro emprego que tamb\u00e9m proporcione plano de sa\u00fade.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TRT-3.<\/em><\/p>\n<p><a title=\"Conjur\" href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2015-jan-21\/negociacao-coletiva-nao-feita-forma-unilateral?utm_source=dlvr.it&amp;utm_medium=facebook\" target=\"_blank\">Conjur<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O direito ao equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas deve ser estendido a situa\u00e7\u00f5es de demiss\u00e3o que podem afetar centenas de empregados. 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